O Filho Bastardo do Socialismo
O socialismo é uma velha promessa de um mundo justo, igualitário e cheio de felicidade operária. Um conto de fadas que, na prática, sempre termina da mesma forma: pilhas de cadáveres e um punhado de burocratas bem alimentados distribuindo miséria.
Teve suas origens na Revolução Francesa, onde se manifestou em múltiplas vertentes, com todas elas adquirindo características autoritárias e causando impactos devastadores.
Desde o socialismo utópico de Saint-Simon e Charles Fourier até o socialismo científico de Karl Marx, muitas correntes surgiram, cada uma com uma visão distinta de como organizar a sociedade e o Estado.
Já em sua gênese, essa ideologia carregava no ventre o germe do autoritarismo. Mas não, segundo seus defensores, o problema nunca é o socialismo em si. Foram “erros de implementação”, “desvios da doutrina”, “fatores externos”. Sempre tem uma desculpa esfarrapada para justificar o desastre.
E dentro desse hospício ideológico, temos uma variante especialmente interessante: o nacional-socialismo. Sim, o nazismo. Mas espere, você ouviu dizer que nazistas são de direita? Que Hitler era um capitalista malvadão? Pois é, meu caro, mais uma historinha para boi dormir.
O nome já entrega: nacional-SOCIALISMO. Mas, como vivemos numa época em que a lógica foi assassinada por militantes de lacração, é preciso desenhar. O nazismo, assim como todas as vertentes do socialismo, defendia um Estado forte, centralizador, controlador da economia e também compartilhavam do ódio à democracia liberal e ao capitalismo de verdade.
O único detalhe que o diferenciava do comunismo tradicional era o foco no nacionalismo e na questão racial. Troque a luta de classes pela luta racial e voilà: você tem o nazismo, onde o "coletivo" a ser exaltado não era uma classe social, mas a raça ariana.
O controle econômico? Igualzinho ao modelo soviético, só que com um verniz mais patriótico. As empresas continuavam privadas, mas na prática eram vassalas do Estado, obedecendo ordens de burocratas que decidiam o que produzir, como produzir e para quem vender. Não fosse pela estética e pelo discurso nacionalista, Stalin e Hitler poderiam muito bem dividir a mesma mesa de café da manhã enquanto discutiam seus planos de planejamento central.
E qual foi o resultado? O mesmo de sempre: opressão, perseguições, mortes em massa. Quer ver o saldo de qualquer socialismo em ação? Pegue um mapa-múndi e siga o rastro de sangue. União Soviética, China de Mao, Camboja de Pol Pot, Coreia do Norte, Cuba. Pilhas e mais pilhas de corpos jogados na vala da "justiça social". Some os genocídios, fomes planejadas e expurgos políticos, e o socialismo sozinho já matou mais gente que todas as guerras e pandemias da história somadas.
Mas não adianta. O sujeito lê tudo isso e segue repetindo como um papagaio da USP: “mas o verdadeiro socialismo nunca foi tentado”. Sim, claro, a culpa é sempre da “má aplicação”. O problema nunca é a ideia genocida em si, mas a falta de algum iluminado que finalmente faça tudo "do jeito certo".
O nacional-socialismo foi só mais uma praga dessa mesma árvore podre. Socialismo sempre dá no mesmo: poder concentrado, liberdade exterminada e um mar de ossadas. Mas vá explicar isso para um militante. Ele está ocupado demais pregando um paraíso que, ironicamente, acaba sempre se tornando um inferno.
José Rodolfo G. H. Almeida é escritor e editor do site www.conectados.site
Apoie o Site
Se encontrou valor neste artigo, considere apoiar o site. Optamos por não exibir anúncios para preservar sua experiência de leitura. Agradecemos sinceramente por fazer parte do suporte independente que torna isso possível!
Entre em Contato
Para dúvidas, sugestões ou parcerias, envie um e-mail para contato@conectados.site
_____________________________
The Bastard Son of Socialism
Socialism is an old promise of a fair, egalitarian world full of workers' happiness. A fairy tale that, in practice, always ends the same way: piles of corpses and a handful of well-fed bureaucrats distributing misery. It had its origins in the French Revolution, where it manifested itself in multiple strands, all of which acquired authoritarian characteristics and caused devastating impacts.
From the utopian socialism of Saint-Simon and Charles Fourier to the scientific socialism of Karl Marx, many currents have emerged, each with a distinct vision of how to organize society and the State.
Even in its genesis, this ideology carried within it the seed of authoritarianism. But no, according to its defenders, the problem is never socialism itself. It was “implementation errors”, “deviations from the doctrine”, “external factors”. There is always a lame excuse to justify the disaster.
And within this ideological asylum, we have an especially interesting variant: National Socialism. Yes, Nazism. But wait, have you heard that Nazis are right-wing? That Hitler was an evil capitalist? Well, my friend, another bedtime story.
The name gives it away: National SOCIALISM. But, since we live in a time when logic has been murdered by militants of the lacração, it is necessary to draw the picture. Nazism, like all branches of socialism, defended a strong, centralizing State that controlled the economy and also shared a hatred of liberal democracy and true capitalism.
The only detail that differentiated it from traditional communism was its focus on nationalism and the racial issue. Replace class struggle with racial struggle and voilà: you have Nazism, where the "collective" to be exalted was not a social class, but the Aryan race.
Economic control? Just like the Soviet model, only with a more patriotic veneer. Companies remained private, but in practice they were vassals of the State, obeying orders from bureaucrats who decided what to produce, how to produce it and to whom to sell it. If it weren't for aesthetics and nationalist discourse, Stalin and Hitler might as well have shared the same breakfast table while discussing their central planning plans.
And what was the result? The same as always: oppression, persecution, mass deaths. Want to see the results of any socialism in action? Get a world map and follow the trail of blood. The Soviet Union, Mao's China, Pol Pot's Cambodia, North Korea, Cuba. Piles and piles of bodies thrown into the ditch of "social justice". Add in the genocides, planned famines and political purges, and socialism alone has killed more people than all the wars and pandemics in history combined.
But it's no use. The guy reads all this and keeps repeating like a parrot from USP: "but true socialism has never been tried". Yes, of course, the blame is always on "poor application". The problem is never the genocidal idea itself, but the lack of an enlightened person who finally does everything "the right way." National Socialism was just another blight on this same rotten tree. Socialism always ends up the same: concentrated power, exterminated freedom and a sea of bones. But go explain that to a militant. He is too busy preaching a paradise that, ironically, always ends up becoming hell.
José Rodolfo G. H. Almeida is a writer and editor of the website www.conectados.site
Support the website
If you found value in this article, please consider supporting the site. We have chosen not to display ads to preserve your reading experience. We sincerely thank you for being part of the independent support that makes this possible!
Get in Touch
For questions, suggestions or partnerships, send an email to contato@conectados.site
Comentários
Postar um comentário
Ficamos felizes em saber que nosso artigo despertou seu interesse. Continue acompanhando o nosso blog para mais conteúdos relevantes!