Globalismo Velado – Como Ser Radical sem Ninguém Notar

A modernidade, em seu afã de sofisticação, produziu a mais eficiente de todas as formas de servidão, aquela que se impõe sem resistência, não pela força bruta, mas pela meticulosa arquitetura do consentimento. Ao contrário dos totalitarismos clássicos, que dependiam de coerção direta, o regime emergente opera por meio da modelagem psicológica, da dissolução do indivíduo em uma massa indistinta e da corrosão sistemática dos referenciais que outrora sustentavam a autonomia humana. A servidão, antes imposta por baionetas e calabouços, agora se infiltra na própria estrutura do pensamento, de tal modo que o escravo moderno não apenas aceita sua condição, mas a celebra como expressão suprema de liberdade. A globalização, frequentemente reduzida a um fenômeno econômico, é, na realidade, a matriz da nova engenharia social. Seu objetivo último não é a expansão de mercados, mas a reconfiguração da consciência coletiva em escala planetária. A meta não é apenas o controle político, mas a dissoluç...